domingo, fevereiro 26, 2006

Metallica III




PARTE 3 - o novo milénio...


No Verão de 2000, os Metallica deram mais um passo em territórios nunca antes percorridos ao decidirem efectuar um digressão sem que houvesse um disco a ser promovido. Foi assim que surgiu a ‘Summer Sanitarium Tour’. Entretanto, os fãs ansiavam há muito por um novo disco de originais.Todavia, parecia começar a delinear-se um cenário muito pouco propício ao aparecimento de um novo registo. Os rumores há muito existentes quanto à saída de Jason Newsted confirmaram-se no início de 2001, altura em que este baixista decidiu abandonar os Metallica, devido a diversas questões que já há muito vinha a alimentar em silêncio. Obviamente, muitas foram as pessoas que assumiram que esta contenda seria o final dos Metallica. Como é óbvio, estavam enganadas, ou não estaríamos a falar dos Metallica. Esta saída apenas fez com que o grupo embarcasse em novos e inéditos níveis de criatividade e auto-conhecimento. Os Metallica aperceberam-se que era chegada a altura de trabalharem a fundo as suas vidas profissionais e pessoais. Assim, passaram grande parte do ano de 2001 a explorar estas dimensões, o que fizeram não só em estúdio como fora dele. Assim, mudaram-se de armas e bagagens para uma antiga base do exército conhecida como The Presidio, onde ensaiaram e tomaram a decisão de não se apressarem a encontrar um novo baixista para a banda. Em contrapartida, Bob Rock, produtor dos Metallica deste “The Black Album”, ficou a assegurar o baixo. Em meados de 2001, James Hetfield chegou a uma fase da vida em que se apercebeu que, para poder continuar e florescer, teria que entrar para uma reabilitação. Assim, internou-se voluntariamente numa clínica de desintoxicação de alcoólicos. Esta decisão significava que os elementos dos Metallica iriam passar bastantes meses sem se ver, podendo assim dedicar tempo a outras dimensões das suas vidas, não só como músicos mas também como seres humanos. Esta deliberação teve apenas aspectos positivos: na Primavera de 2002 a banda estava mais coesa do que nunca e pronta para trabalhar num novo disco de originais. Foi assim que os Metallica entraram em estúdio para gravar “St. Anger”. As sessões de gravação decorridos no The Presidio haviam ajudado a descarregar a liberdade de expressão e a imaginação criativa da banda, mas nem os próprios imaginavam o quão produtivas essas sessões se viriam a demonstrar, dando origem ao material apaixonante e poderoso que faz o alinhamento de “St. Anger”. Bob Rock esteve novamente presente assegurando não só a produção, mas providenciando também todo o apoio necessário à banda, que escreveu em conjunto as letras deste disco. Os Metallica de “St. Anger” são orgulhosos, confiantes, apreciadores, humildes, esfomeados, zangados e felizes. Nervosos? Claro que sim, mas pouco. Decorria o Outono de 2002. quando a banda decidiu que era chegada a altura de encontrar um novo baixista. Após algumas audições com músicos escolhidos a dedo, os Metallica decidiram-se por Robert Trujillo, ex-Suicidal Tendencies e ex-membro da banda de Ozzy Osbourne. Note-se que Rob Trujillo se tornou de imediato no quarto elemento dos Metallica e não num músico contratado para tocar baixo! Este homem calmo, divertido e entusiasta fundiu-se na perfeição com os Metallica confirmando que esta escolha era a mais lógica e natural que a banda poderia ter efectuado. Neste momento, a banda está ansiosa por voltar à estrada naquela que será a primeira digressão deste a ‘Summer Sanitarium Tour 2000’. Olhando para eles, ouvindo-os e vendo-os, apercebemo-nos que Lars Ulrich, James Hetfield, Kirk Hammett e Robert Trujillo já não podem mais esperar voltar aos palcos. Nós estamos à espera e aguardamos os próximos capítulos de uma história impressionante que continuará SEM DÚVIDA a ser escrita!